Reforma Tributária: o que realmente muda na concessionária (e por que seu sistema pode virar um problema)

January 15, 2025

A Reforma Tributária do Consumo não é “mais uma mudança fiscal”.
Para concessionárias, ela é a maior alteração operacional e sistêmica das últimas décadas.

E aqui está a verdade que pouca gente está dizendo com clareza:
👉 o risco não está só na regra, está no sistema que você usa para operar.

Entre 2026 e 2033, o Brasil vai atravessar um período de transição complexo, cheio de testes, novas obrigações e mudanças graduais. Quem não estiver preparado desde agora vai pagar essa conta em forma de retrabalho, erro fiscal e insegurança jurídica.

Vamos ao que importa, sem juridiquês desnecessário.

O que é a Reforma Tributária do Consumo (em termos práticos)

A Reforma unifica cinco tributos atuais — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — em dois novos impostos sobre valor agregado:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal

Na teoria, o sistema fica mais simples.
Na prática, a transição é longa, técnica e cheia de armadilhas operacionais, especialmente para quem emite grande volume de notas fiscais, como concessionárias.

2026: o ano que parece simples, mas não é

Em 2026, o governo definiu um período de testes e adaptação.

Neste primeiro ano:

  • As concessionárias já precisam informar CBS e IBS nas notas fiscais
  • As alíquotas ainda são de teste
  • Não há recolhimento efetivo relevante

O erro comum aqui?
👉 Achar que 2026 “não importa”.

Esse é exatamente o ano em que:

  • sistemas precisam estar atualizados
  • equipes precisam se adaptar
  • erros precisam acontecer (e ser corrigidos) antes da obrigatoriedade plena

Quem ignora 2026 está empurrando o problema para quando ele ficar caro.

2027: quando a operação muda de verdade

A partir de 2027, o cenário muda de nível.

Entram em vigor mudanças estruturais importantes:

🔹 Fim do PIS e COFINS

Esses tributos deixam de existir e dão lugar ao CBS.

🔹 Apuração Assistida

O controle de créditos e débitos passa a seguir regras muito mais rígidas.

Ponto crítico:
👉 não será permitida alteração manual de tributos dentro da apuração.

Qualquer ajuste deverá ser feito por meio de:

  • novos eventos de nota fiscal
  • novos tipos de notas específicas para ajuste tributário

Isso exige sistema preparado, não improviso.

🔹 Imposto Seletivo

Passa a incidir sobre veículos, na primeira venda.

🔹 Split Payment (pagamento fracionado)

Inicialmente opcional e restrito a operações B2B, mas já exige adequação técnica desde o início.

2029 a 2033: a transição definitiva do IBS

Entre 2029 e 2033, ocorre a substituição gradual de:

  • ICMS e ISS → IBS

A cada ano:

  • a alíquota de IBS aumenta
  • ICMS e ISS diminuem proporcionalmente

Aqui está um ponto decisivo:
👉 essa transição precisa ser gerenciada automaticamente.

Qualquer controle manual, planilha paralela ou “ajuste por fora” se torna risco fiscal.

Onde a maioria das concessionárias vai errar

Sem rodeios:

  • Sistemas legados não foram pensados para essa transição
  • Muitos DMS vão reagir às mudanças, não antecipá-las
  • O fiscal vira gargalo
  • A operação perde ritmo
  • O erro aparece depois, na autuação

A Reforma Tributária não exige apenas conformidade.
Ela exige arquitetura de sistema.

Como o Sances TurboDMS foi preparado para esse cenário

O Sances TurboDMS não está “se adaptando”.
Ele já opera dentro do novo modelo.

  • Desde 10 de novembro de 2025, o sistema já emite nota fiscal em produção com as novas regras
  • A definição de CBS e IBS é automática no momento da emissão
  • A transição de alíquotas é gerenciada pelo sistema, ano a ano
  • A Apuração Assistida segue o modelo exigido pela legislação, sem permitir ajustes manuais indevidos

Resultado:

O DMS cuida da obrigação fiscal.
Sua equipe foca em vender.

Reforma Tributária não é sobre imposto. É sobre controle.

As concessionárias que vão atravessar esse período com tranquilidade são as que entenderam uma coisa simples:

👉 não dá para tratar a Reforma como um problema do contador.
Ela é um problema de sistema, processo e governança.

O Sances TurboDMS foi arquitetado exatamente para isso:
eliminar improviso, reduzir erro humano e garantir conformidade em todas as fases da transição.

Próximo passo

Se você já é cliente Sances, mantenha seu sistema atualizado e acompanhe as novas funcionalidades.

Se ainda não é, este é o momento de entender, com calma, se o seu DMS está realmente preparado para o que vem pela frente.

Porque quando a obrigatoriedade chegar, não vai haver tempo para correr atrás.